
Se o Sol iluminasse todos os caminhos e me deixasse a descoberto entre as nuvens
do desconhecido e do incerto e entre o medo e a euforia, uma rosa dos ventos para
que conseguisse orientar-me entre os pontos cardeais necessários para o caminho da
vida, passaria então a ser o Astro-Rei.
Se a Lua me definisse com a sua doce luz, a sua sabedoria de quem vê tudo de cima,
de quem tudo vê pelo lado mais obscuro mas tão romântico. Se ela me levantasse o
véu do dia de amanhã e me deixasse reflectir em si mesma as lágrimas do meu
pensamento...
Se a Terra me definisse com a sua magnitude, com toda a sua elegância e grandeza,
com toda a sua inteligência de quem se gere por si própria... Se me orientasse de
acordo com as suas influências milenares de quem tudo sabe e tudo consegue. Se a
Terra me conseguisse levar para um nível mais enérgico, me arrancasse desta
amargura levando consigo para as profundezas mais distantes a tristeza do meu ser e
do meu coração....
Se o Mar lavasse a minha alma, me ajudasse a recompor a minha vida na eternidade
e na inocência de quem só pretende ser feliz... Se com a sua força me ajudasse a
levantar e a carregar comigo toda a coragem e discernimento exigidos pela vida, toda
a vida necessária a quem como uma flor pretende enfrentar o mundo a cada dia que
passa, renascendo e desabrochando todas as manhãs com o mesmo sorriso
estampado no rosto.
Porque os astros todos juntos conseguem pôr um universo a funcionar, porque a sua
grandeza e sabedoria, aliados a uma subtileza própria de quem apenas se limita a
existir, conseguem em consonância organizar uma das mais belas forças jamais
existentes visíveis à vida de qualquer ser humano.
Se tudo isto existe no Universo, se todas as forças se conjugam naturalmente para
que tudo e todos possam coexistir em confraternização com a vida, o que dá direito ao
ser Humano de questionar esta atitude esmagadora de algo que diariamente nos dá
uma lição de vida e nos conforta tocando-nos no ombro para nos descansar até que
chegue o dia de amanhã?
O destino do Ser é o que acontece diariamente e por eles é construído com a ajuda de
um velho amigo comum: o Tempo.
Aliados a uma fome escassa de alegria e de bem estar, todos estes elementos nos
guiam no calor da existência, nos provam que vale a pena Viver, que vale a pena
Sentir, que vale a pena Deixarmo-nos Levar pela simplicidade de tudo aquilo que não
entendemos mas que nos orienta, que nos encaminha para um fim que simplesmente
Desconhecemos... tal como Eles... limitando-nos a existir, aproveitando cada sentido
do nosso corpo com toda a acuracidade para que nada se perca, para que nada
desvalorize... para que nada se esqueça...
O limite do Ser Humano é o que ele se impõe a Si Próprio. E sempre que se sente
sem força, mergulha na imensidão do seu interior, no fundo da sua alma... e aí vai
encontrar todos os motivos que necessita para Renascer... Renascer com a
Esperança que necessita para que volte a encontrar a bússola que o guiará de novo
para a Vida. Para a desejada Vida!
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