... eu queria o melhor emprego do mundo! ;)


mas na realidade nunca concorri para ele, lol!
Assim como adoraria que me saisse o euromilhões, mas na realidade, raramente jogo, hehehe.
Ficámos hoje a conhecer o sortudo britânico que ganhou o lugar para "o melhor emprego do mundo".
Não há dúvida que pouca gente se importaria de ter um emprego daqueles... deve ser chato... nadar em maravilhosas barreiras de coral, pavonear-se de máquina fotográfica em punho pela ilha, fazer relatórios... Receber turistas?! Por 75 mil dólares? Ui, que mau! Mas o pior é manter um blogue que é escrito numa casinha de luxo, preparada para seu conforto sem que nada lhe falte. É realmente um emprego chatíííssimo...
Mas a verdade é que eu não o queria. Podem não acreditar mas não o queria mesmo.
Seria impossível manter-me longe de quem tanto gosto. Não há paraíso que valha a minha família e amigos... chamem-me cobarde, medricas, pouco aventureira... Já me chamaram nomes estranhos por ter recusado propostas de trabalho mesmo aqui ao lado no país de nuestros hermanos por ordenados bem mais simpáticos que o meu, aí vá... numa proporção entusiasmante, lol. Mas não consigo, até hoje pelo menos não consegui. Viajar em trabalho? Siga! Mudar-me?? Nááá, sozinha dificilmente. Por mais paradisíaco que fosse o meu destino, o meu trabalho, o que quer que seja, tudo perde importância se não tiver por perto quem eu gosto para que possa partilhar local e momentos, aí sim, adorava!
Aliás, deve ser por isso que nunca ganhei o euromilhões (para além de quase nunca jogar claro), deve ser porque sempre disse que das 1ªs coisas que faria era alugar uma ilha daquelas paradisíacas desertas e ir para lá com um enorme grupo de amigos durante um mês, hehe. É mau não?!
De qualquer modo, parabéns ao Ben! Vamos manter-nos atentos às maravilhas daquela ilha que provavelmente a maioria de nós nunca conseguirá visitar :S A ele pagam-lhe para isso, loool! ;)
"E o burro sou eu?!"
Hehehe. Grande Ben! Gostava de ter visto o vídeo da candidatura, por mera curiosidade.
Se alguém encontrar, please envie ;)

Besos

Despedida a Vasco Granja... as maravilhas da minha infância :)


E hoje morreu Vasco Granja... quando ouvi as notícias esta manhã nem queria acreditar. Não porque ele fosse imortal, mas porque fazia parte do meu dia a dia em criança, com ele foi-se um pouco mais da minha infância.
A admiração era dupla, com 5, 6, 7 anos, não imaginam a confusão que me fazia ver o "senhor da televisão" muitos dos dias a caminho da escola, enquanto o meu avô me levava pela mão. É verdade, Vasco Granja vivia na Damaia, terra maravilhosa até ter deixado de ser :( e via-o constantemente à janela, na rua... junto com os comuns mortais. Mas que confusão... afinal onde era a televisão? "Ó avô, mas o senhor ainda agora estva ali e já está a mostrar os bonecos na televisão?"
Claro que ainda me lembro dos nomes estranhos e do eco que faziam no meu pequeno cérebro porque mal os conseguia perceber, mas de um lembro-me bem: A Pantera Cor de Rosa. Ela e o detective que a companhava mais a sua lupa faziam as delícias da criançada e claro que eu não era excepção.
Ficou apelidado de "Pai da Pantera Cor de Rosa em Portugal", só por isso, merece o nosso agradecimento, aquele bichinho de cor duvidosa era na altura um ícone para raparigas e rapazes de todas as idades.
Ao ouvir a triste notícia, relembrei a Rua Sésamo, o Vitinho, senti saudades do conde de contarrr e do poupas. Do tótó do becas que era burro que nem uma porta, e numa fase já mais avançada, vá que já ia à bola até com a gata mimi, lol.
Comprava as cadernetas semanais da Rua Sésamo e ia para a cama mesmo quando dava o Vitinho, religiosamente às 9 e meia da noite. Isso sim eram tempos!
Os meus irmão mais novos já pouco apanharam disso e os mais novos ainda, disto já nada sabem, são da geração Pokémon "vou apanhá-los todos!" :P
Sabem lá o que é bom... nunca brincaram na rua com uma "bota botilde" ou um "lima-limão" (nesse tempo as criancinhas ainda não tinham medo do Carlos Cruz, lol)
E será que alguma vez saltaram à macaca desenhada a giz no alcatrão da estrada da rua onde moram? Um hula-hoop, a girar á volta da cintura até cair danadinho no chão...
Pois... ainda sou do tempo em que as batatas fritas da pála-pála existiam e ofereciam brindes à séria: as canetas de tinta mágica, lol, tinta invisível. Aquelas mãos pegajosas que se atiravam e agarravam as coisas. Os baldes com uma ranhoca verde lá dentro e que brilhavam no escuro, loool! Isso é que eram tempos!

Venha a internet, a globalização das telecomunicações, os gráficos de excelente qualidade... trocava tudo isso novamente pelas gargalhadas que dei no parque infantil, pelos tralhos que preguei a saltar ao elástico e à corda. Pelo meu saudoso lima limão... Não há tamagochi que bata essa alegria, nem mesmo quando tem de ir á casa de banho e o deixamos rebentar só pelo gozo :P
Voltava a trocar este portátil em que escrevo pelo meu saudoso Spectrum 48K que me deixava sempre um quarto de hora à espera para poder jogar um jogo que acabava por não entrar, levando-me ao desepero :P (aquele ruído maravilhoso que fazia a meter o jogo, com as corzinhas à volta e eis que de repente... PIII, as cores paravam de mudar e... fuck! Encravou outra vez! :(
Quem não se lembra de: LOAD " " hehehe, impossível esquecer.
E as minhas coisas de menina? Os meus Barriguitas, os Pinnipons... O Pequeno Pónei... ai que saudades de pentear aqula crina roxa linda, loool. Com 2 tons de roxo, atenção, hehehe.
Ok, confesso que é traumatizante crescer a ver os "Ursinhos Carinhosos", mas sempre acho mais útil que as chinesices maradas que existem agora :S
E muito mais havia para contar dos meninos... os iô-iôs, as caricas... e os berlindes??!! Cristo, os berlindes!! Conquistou gerações a fio! Vejam bem, há quantos anos não vêm alguém lançar um pião? Apaixonadíssimos pelo Hi-Men, ou antes pelo Sport Billy com a sua mala maravilha que transportava lá dentro este mundo e o outro :)

Enfim... o blogue vai longo, mas sem dúvida que me trouxe excelentes recordações. Uma coisa é certa, orgulho-me de pertencer a esta "geração" cujos desenhos animados passavam valores bem mais importantes e reais que lutas entre bichos marados com super-poderes. Faziam-nos acreditar e puxar pela nossa imaginação. Não somos geeks de computadores e a maior parte não começou a usar óculos aos 7 anos de idade. Acima de tudo, apanhávamos ar, brincávamos na rua e iamos a casa dos vizinhos e amigos para brincar ou o que fosse, sem que os nossos pais tivessem medo que açguém nos apanhasse pelo caminho. Sem medos, sem receios de qualquer natureza. Éramos mais simples, mais nós. Acima de tudo, mais livres :)
Pena os nossos filhos já não serem assim... os nossos netos ninguém sabe ainda. Mas vamos torcer ;)

Foi sem dúvida um post onde dá vontade de cantar "Ó tempo, volta pra tráás..." lol.

Beijos nostálgicos ;)